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É impossível ver uma peça do Anjos em Azul e crer, de imediato, estar diante de um conjunto de placas de papel machê dispostas sobre um pedaço de madeira. Este é um belíssimo trabalho que utiliza traços finos e fortes para imprimir tons de azul naquilo que passa a ser a tela de pintura. Por um instante, chegamos a acreditar que observamos apenas detalhes dos incríveis painéis portugueses que encontramos nas históricas igrejas do Recife e Olinda. Para produzir as peças do Anjos em Azul, Ana Albuquerque e Biam Dhifá usam como matéria prima papel e madeira. O papel é reutilizado, vindo de lojas de sapato. É o mesmo utilizado para manter a forma dos sapatos enquanto eles estão na caixa. As lojas sempre jogam este material fora e, aqui, nós o reaproveitamos, conta Ana. O papel é triturado e transformado no machê que é colocado em fôrmas de diferentes tamanhos e espessuras. Ao secar, o papel se transforma numa pequena placa que recebe uma camada de tinta branca para ganhar a aparência de um azulejo. A quantidade de placas que usamos numa peça depende da figura que queremos retratar, diz Biam. A madeira vem de restos de construção. No ateliê dos artistas plásticos, ela é limpa, cortada e recebe um acabamento rústico. A partir daí, placas de papel machê reunidas e pintadas juntam-se à madeira que serve agora de moldura e suporte. Conheça mais trabalhos dos artistas que estarão disponíveis em breve aqui na Elo 7 https://www.facebook.com/AnjosEmAzul