"Não basta amor demais nas manhãs da própria existência. Existe uma urgência de praticidade que embota, por segundos, o romantismo. Como um sol que não propicia mais clareza, apenas uma claridade cega. Como a angústia que assalta sem qualquer motivo, feito cólica_ a sensação de parir um novo ser que é a si mesmo e a dor da despedida do antigo_ acostumados que estávamos com o conhecido. Eu te amo, meu amor, mas amo mais a mim por isto. Não há perecividade no que digo, mas há o que escavar na alma que não participa deste par. É processo individual e solitário o de realizar-se antes_ não sei se tão comprido este horizonte pros teus olhos. Realize então aquele teu sonho mais bonito, pois a leveza tem sido nosso trabalho diário mais difícil. Eu que nasci tragicamente profunda, estou aprendendo a brincar. E a ser ?gente grande?: a Só Ser e Estar. E por te amar é que preciso, às vezes, acolher minha solidão. Não basta amor demais (pelo Outro) nas manhãs da própria existência..."
Marla de Queiroz
Modelo tubinho Peça exclusiva Novas composições exclusivas de acordo com a singularidade de cada pedido.