Principezinho e raposa feitos em biscuit. Acabamento em verniz brilhante.
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" (...) Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo... A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe: - Por favor... cativa-me! - disse ela. (...) Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse: - Ah! Eu vou chorar. - A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse... - Quis - disse a raposa. - Mas tu vais chorar! - disse ele. - Vou - disse a raposa. - Então, não terás ganho nada! - Terei, sim! - disse a raposa - por causa da cor do trigo. (...) E voltou, então, á raposa: - Adeus... - disse ele. - Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. - O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não esquecer. - Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante. - Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não esquecer. - Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa..."